AIT/IWA
SOCIEDAD OBRERA RIO GALLEGOS
O vento
O vento...
O vento soprava enquanto eu ia
Por caminhos tortuosos descia
No peito um coração que sofria
Mesmo assim minha alma sorria
Ser a brisa suave ele queria
Mas a pele na face enrijecia
O vento soprava enquanto eu ia
Ver onde o horizonte se perdia
Além do mar que se encolhia
Vou voar e me perder no céu um dia
Entre os anjos sei que me envolveria
Jamais provar a dor que me consumia
O vento soprava enquanto eu ia



Quem sou eu
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Evolução, Thomas de Quincey, CharlesBaudelaire, no Paraíso e Artificialidades...
È preciso acordar.
domingo, 2 de maio de 2010
Vem ver o Sol...
Mas dentro da dualidade que rege o universo que nos cerca, o excesso é extremamente prejudicial ao equilíbrio,
e longas estiagens alteram o processo natural, imploramos umidade que nos refresca e harmoniza.
As variantes que esta reflexão propicia apontam na personalidade humana todas estas alterações que a natureza realiza no rito eterno entre o dia e a noite. Mutáveis é o que somos, e das questões que me motivam reside nesta intangível capacidade de doação de alguns seres tachados muitas vezes de lunáticos, doidos, para os perdidos, os artistas, arautos da metamorfose humana, um salve pro Raul, possuem esta ferramenta a renúncia a serviço do espírito humano, entregam-se a uma luta feroz em muitas situações contra eles mesmos, contra suas fraquezas para seguir em frente desbravando, avançando, ampliando em todos os campos do gênero humano.
Agora é noite, e as preocupações que ela traz ocupam o pensamento, temos dentro das nossas trajetórias costumes desenvolvidos a partir das experiências temos então reações diferentes ao meio em que estamos.
Lembro a música e a memória pulsa com: “Sempre nesta dança sem sentido a vanguarda e o retrocesso”, avanço no escuro, rumo à madrugada, a mente vai percorrendo seu caminho provocando reações em todo corpo até o repouso, logo é manhã e a jornada recomeça, e a dança..., liberdade, revolução, transformar a vida a sociedade, não parece muita presunção um ser tão limitado acreditar que pode realmente alterar o rumo da história que através da expressão influencie transmita pela arte todos os sinais. Na verdade poder passar estas minhas inquietações sinceras é impulsionado pela esperança de que em alguém reverbere a energia, retorne avance, retroalimente e permita acreditar que existe riqueza no simples, beleza no singelo exercício de ouvir a si mesmo, mas sem nenhum tipo de intervenção este diálogo interior tem por necessidade como enfatizou Allen Ginsberg de valores nus, ou seja desprovido na medida do possível de toda e qualquer influencia. A arte esta presente desde que se tem noticia de vida na Terra, alimentamos o subjetivo para delinear o objetivo, então me permitam invocar Neal com: ”Não deixe passar mais nenhum dia na sua vida sem um toque mágico, mude seu comportamento”.
Uma boa semana a todos
Uma história, tutela, liberdade, controle e revolta...
Uma nova crise de violência na Grécia motivada pela perda da soberania para o “capital global” que exigiu do governo medidas de austeridade econômica extremamente duras para a sociedade grega. Estamos na véspera do 1º de Maio, data histórica que nos remete ao ano de 1886, em Chicago o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época, é deflagrada a Greve Geral Até a Conquista organizada pelo movimento operário. Chicago em 1886 foi palco de cenas muito semelhantes as da Grécia na atualidade, violência institucional e repressão são as praticas truculentas do Estado presentes na história desde os seus primórdios. Enfrentamentos, prisões, mortos e feridos foi o resultado 124 anos atrás sendo presos August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel como responsáveis pelos acontecimentos, Albert Parsons que também fora condenado permaneceu livre até o dia do julgamento quando se apresentou espontaneamente, o final deste episódio resulta na condenação á morte na forca de: Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies, Fieldem e Schwab à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão, o dia 1º de Maio passou para a história como o Dia Mundial do Trabalho e ainda ecoa no tempo as palavras de Parsons: "Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão".
O Estado passou a organizar-se de forma preventiva e chega a atualidade amparando-se na legislação como tutor de toda vida social, fora da tutela do Estado tudo é ilegal, ilegítimo sem direito a liberdade como cidadão.
Este controle exercido sutilmente a que nos submetemos aponta o elevado grau do aperfeiçoamento dos mecanismos disponíveis a estrutura do poder que fracionam minimamente o indivíduo, manifestar resistência tem o devido tratamento. Não é ficção, hoje liberdade é uma daquelas palavras que carregam o peso da História, da filosofia, da apologia da arte, livre... Um ser livre, sonho, quimera, não estamos livres desde o ponto de vista biológico até o psicológico, liberdade é só uma palavra sonora e musical, já cantou o poeta, são tantos verbos de persuadir, são tantos objetos indiretos que sujeitam um sujeito a não existir, condicionais do porvir, a liberdade a despeito dos maniqueísmos é objetivo maior da humanidade, nascemos sonhando com a liberdade e no apagar das luzes ansiamos por ela . Mas quando nenhuma possibilidade da liberdade se tornar inatingível surge à revolta, fruto do medo, medo exatamente de nunca nos tornarmos livres, atacamos movidos por ódios, rancores devidamente guardados em seus compartimentos secretos, aflora o pior do gênero humano: a violência.
Somos bombardeados incessantemente por tanta informação direcionada que fatalmente nos tornamos reféns deste modelo, não esqueço a frase profética do Eduardo Galeano: “O sonho de uma pulga é comprar um cachorro” exatamente isto, um modelo onde a célula social, o ser humano, é despersonalizada em busca da saciedade primitiva com base no consumo desenfreado a partir do acumulo irracional de bens e valores. Provoca a competição, a cobiça do alheio num moto continuo nocivo que só aumenta os índices de violência urbana reflexo do desequilíbrio social. A alternativa é refletir e aproveitar momentos como o 1º de Maio repleto de memória e exemplo daqueles que não perderam sua energia criativa e sempre acreditaram no valor essencial da humanidade: a vida.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Eu sou como o vento você me conhece e ......
Geração Beat
Geração beat (Beat Generation em inglês) é um termo usado tanto para descrever a um grupo de artistas norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles inspiraram (posteriormente chamados ou confundidos aos beatniks, nome este de origem controversa, considerado por muitos um termo pejorativo). Estes artistas, levavam vida nômade ou fundavam comunidades. Foram, desta forma, o embrião do movimento hippie, se confundindo com este movimento, posteriormente. Muitos remanescentes hippies se auto-intitulam beatnicks e um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, John Lennon, se inspirou na palavra beat para batizar o seu grupo musical, The Beatles. Na verdade, a "Beat generation", tal como os Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura".
As obras mais conhecidas da Geração beat na literatura são Howl (1956) de Allen Ginsberg, Naked Lunch (1959) de William S. Burroughs e On the Road (1957) de Jack Kerouac.[1] Tanto Howl quanto Naked lunch foram o foco da prova de obscenidade que ajudaram a libertar o que poderia ser publicado nos Estados Unidos. Seus principais autores eram publicados pela City Lights Books, editora de San Francisco, pertencente ao poeta beat Lawrence Ferllinghetti.
On the Road transformou o amigo de Kerouac, Neal Cassady, em um herói dos jovens. Os membros da Geração beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. É interessante observar que a geração beat representou a única voz nos EUA a levantar-se contra o macartismo, política de intolerância que promoveu a chamada "caça às bruxas", resultando em um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos, o qual durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950. Vale observar que muitos dos chamados "beats" eram comunistas ou de esquerda, sendo, no geral, de tendência anarquista, se os analisarmos de um ponto de vista político. Ainda assim, nunca foram aceitos como verdadeiros esquerdistas pelos comunistas ortodoxos, como Fidel Castro, por exemplo. Formalmente, a poesia beat de Ginsberg, Gregory Corso e Lawrence Ferllinghetti se aproxima bastante da poesia surrealista, bem como ocorre com a prosa um tanto caótica de Burroughs. Já a prosa de "On the road", de Kerouac, é simples e espontânea, não trazendo, talvez, grandes inovações para a linguagem, porém, politicamente corajosa, mostrando que muitos poderiam demonstrar sua inconformidade e expressar seu próprio eu sem serem propriamente eruditos através da arte, e que o "kitsch" pode elevar-se ao sublime.
O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora", mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de "upbeat", "beatific", e a associação musical de ser "na batida".
Os escritores Beat davam enfâse a um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo, e muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Como o poeta francês Rimbaud, acreditaram que poderiam alcançar um "grau maior de elevação da consciência" através do desregramento dos sentidos, e por isso não dispensavam o uso das drogas, em seus primórdios. Ecos da Geração beat podem ser vistas em muitas outras subculturas além da cultura hippie,como na dos punks, etc.
